VoiceNote · Blog
Da voz ao texto. Do texto à prática.
O que aprendemos sobre pensar falando, trabalhar com IA e construir o VoiceNote.
O texto que a gravação devolve não é texto ainda
Grava nota de voz numa reunião no Google Meet achando que resolveu — dependendo da duração tem que esperar pra receber, depois precisa clicar varias vezes pra encontrar e abrir a transcrição. O áudio virou palavras e elas não vieram até você.
Falar para um agente não é falar para você mesmo
Quando você grava uma ideia para documentar ou comunicar, o texto que volta é rascunho: você vai reler e arrumar. Quando você grava para entregar a um agente — uma sessão de código, um assistente que vai executar —, o texto que volta é a instrução.
Ditado não é transcrição de áudio longo — testei cinco ferramentas antes de escrever a minha
Ditar é escrever com a boca: você fala uma frase, olha a tela, corrige. Transcrever áudio longo é outro problema — você fala quinze minutos sem olhar para nada e quer o texto inteiro depois.
Falar o prompt em vez de digitar: por que o VoiceNote começou como um script de terminal
Quem constrói com IA descobre cedo que o resultado depende do contexto que você dá — e que dar contexto é caro. Digitando, você resume.
Os erros de IA que custam caro não parecem erro
Quando se fala em erro de IA, todo mundo pensa em invenção: o modelo cita um livro que não existe, um número que ninguém publicou. Esse erro é chato, mas é o mais barato de todos — ele parece errado.
Por que a ideia sobrevive à caminhada e morre no editor
Eu monto o argumento inteiro passeando com o cachorro. Começo, meio, a objeção que alguém vai fazer e a resposta pra ela.